quinta-feira, 12 de agosto de 2010


Razão ou Coração




Sinto-me perdido dentre minha própria razão, aonde constantemente percebo que minha vida encontra-se mergulhada nas minhas próprias indecisões.


O que fazer quando a razão te toca ou o que fazer quando passamos a viver um conflito entre a razão e o coração? Razão no sentido estrito da palavra é a divisão ou relação entre duas grandezas, já o coração é a própria sensibilidade, afeição, amor.


O que pesa mais na vida, o coração ou a razão? Talvez essa seja uma resposta difícil de encontrar pelo fato que depende de cada caso. Mas, a verdade é que diante de um conflito aonde envolve sentimento o melhor que se tem a fazer é deixar o tempo falar perante a situação. Será se existe ponderação nesta situação?


Talvez sim ou talvez não... As incertezas da vida nos fazem pensar acerca da nossa realidade ou até mesmo o medo de prosseguir. Mas quem tem medo nada tem, afinal, a vida é um risco. Risco de beneficio ou de prejuízo!


Devo eu me jogar de cabeça diante dos episódios da vida e deixar que o bom senso tome as regias dos fatos, ou devo me moderar perante cada situação?


A verdade é que viver talvez seja algo que eu desconheço nesse momento, ou pelo menos a dúvida é a minha companheira que não quer me deixar. Teria eu assumido um romance intimo com a dúvida ou teria ela buscado manter comigo uma relação extraconjugal? È bem verdade que ultimamente tenho estado mais extraconjugalmente do que conjugalmente, no entanto, tem sido uma experiência desastrosa aonde é constante o desgaste e até mesmo as decepções.


É difícil provar do sabor da não prioridade, do não reconhecimento e até mesmo da falta de atenção. Teria sido esse paladar o responsável pelo meu romance atual?


São tantas as perguntas, e tão poucas respostas, ou pelo menos as respostas estão aí, mas depende da conveniência de cada um. Porém o que eu sei nesse momento é que uma ação pode não trazer felicidade, mas, não existe felicidade sem ação. E aí preciso eu agir diante dos fatos ou deixar os fatos agir diante de mim?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Qual o meu sentido?

Viver é algo tão constante que muitas vezes não nos damos conta da tamanha intensidade que a vida nos proporciona. Viver seria um ensaio da vida?

E qual é o sentido da vida?

Encontro-me numa profunda e amarga dúvida acerca da realidade atual da minha vida. Afinal porque as coisas parecem tão perfeitas no inicio e com o passar do tempo essa perfeição deixa de existir, aparecendo os defeitos obscuros?
Sonhamos, acreditamos e damos corda para que tudo se concretize, porém em meio a tantos desafios, somos pegos de surpresa e tudo aquilo que um dia achávamos ser perfeito, ou pelo menos achávamos que seria o nosso TUDO, perde o sentido.
É engraçado como nossa vida é cíclica, na verdade a própria ciência já nos ensina isso, pois desde muito pequeno sabemos que nascemos, crescemos, reproduzimos e enfim morremos. Será se os sentimentos também têm um sentido cíclico? Ou será se quando o sentimento é verdadeiro, ele jamais tem um fim?

Ultimamente tenho me questionado tanto acerca de tudo isso, porém não venho encontrando as verdadeiras respostas. Será se ando vivendo um faz de contas, ou se estou tentando viver...
A verdade é que os sonhos desejados já não correspondem aos sonhos vividos. Os dias se passam e em meio a tantos desafios, surgem às decepções.
Porque as coisas não podem ser como no inicio era? Já sei: porque tudo na vida tem um sentido, tudo na vida tem um trajeto, tem um destino e tudo na vida tem que seguir conforme está escrito. Mas se não era pra ser como foi, porque começou? Essa eu também já sei: porque para ter seguimento, foi preciso assim começar...
E assim vão surgindo as respostas...

Só sei nesse momento é que nada sei e quando penso que não sei parece-me que a realidade encontra-se na minha frente e eu não quero enxergar. Será se estou cego ou iludido? Ou será se estou convicto do que eu quero?

Agora eu só sei que Sonhar é dar a própria vida a um sentimento de bem-estar e, sem restrições, entregar ao coração as rédeas da razão É viver com quem se ama sentindo-se amado.